Sep 21 2009

O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor!

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Somos herdeiros naturais de tudo o que Cristo possui no Céu e do que Ele ganhou na Terra. Claro que se pudéssemos, escolheríamos só com o o que a terra tem de melhor. Uma torta de limão, para ser boa, é preciso dosar seus ingredientes e misturá-los em uma boa batedeira. Alguns destes ingredientes são gostosos e outros não. Durante o processamento os ingredientes interagem e só depois de passar por um forno bem quente o resultado final pode ser apreciado.
Mt 10.24,25:

O autor de Hebreus disse que Jesus aprendeu também pelo sofrimento. Precisou suportar as reações mais agressivas, as acusações mais injustas e até com belzebú foi comparado. Belzebu é atraído pela sujeira humana, “o homem mosca” (Belzebú significa o deus das moscas).

Provavelmente esta afirmação veio porque Jesus era atraído pelos intocáveis, pelos publicanos e pelos pecadores. Como um médico, era procurado por quem sofria e como um antibiótico perseguia as bactérias mais nocivas. Agia assim não porque, como as moscas, se alimentasse com prazer de organismos em decomposição, mas para destruir as obras do diabo.

Jesus não usava luvas de borracha ao tocar em corações infeccionados pela vingança, em almas contaminadas pela inveja ou em mentes tomadas pela rejeição. Como uma mãe Ele resgata seus pequeninos do lixo, sem tapar o nariz. Ele só pensa em salvar. Como salvar alguém do incêndio sem se chamuscar?

Ora, o servo não é maior do que o Seu Senhor. Se a Ele chamaram de Belzebú, o que vai sobrar pra nós? Infelizmente nem todos estão dispostos a correr estes riscos. É mais fácil permanecer entre os críticos, como faziam os farizeus.

Decida você o quanto quer herdar de Jesus. Uma clásula de seu contrato diz:

É TUDO OU NADA!!!!

Ubirajara Crespo

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Sep 08 2009

Transferência de autoridade (existe realmente apóstolos hoje?)

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Mateus 13.1-4: E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu; Simão o Zelote, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.

Este foi o momento em que Jesus transferiu a autoridade que recebera do Pai. A lista de pessoas a quem este poder era transferido foi muito específica. Só faltou o CEP, porque foi entregue em mãos. Não existe neste texto, qualquer indicação de que outros, além destes, receberiam este mesmo envelope.

A Igreja, como instituição, não existia e todos os presentes eram fiéis seguidores dos costumes e ritos do judaísmo. Embora os seus não o recebessem, foi prioritariamente para eles que Ele veio. Este parece ter sido um momento único. Textos posteriores como Efésios 3.10, dizem a Cabeça é para o Corpo, como um todo, e não para um membro especial. Ao Corpo cabe o papel intransferível de representante de Cristo perante o mundo e a cada um de seus membros, o de representá-la perante os indivíduos. O relacionamento de Jesus com estes 12 apóstolos foi peculiar e intransferível. Até pouco tempo isto era universalmente aceito.

Os reformistas, demasiadamente cautelosos, o que era de se esperar, devido ao contexto de onde saíram, construíram um pacote contendo salvaguardas contra o ressurgimento do papismo. Havia o temor de que alguém, se achando “depositário final” desta autoridade, caísse na tentação de usá-la para conquistar seguidores subservientes. O problema é que deixaram de fora o poder concedido à Igreja para a realização do milagre. À Igreja e não ao indivíduo foi dito: Buscai (plural) com zelo os melhores dons. O dom pertence à Igreja e não ao indivíduo. O indivíduo é da Igreja e não a Igreja do indivíduo. A autoridade não é transmitida de uma pessoa para outra, mas do Corpo para cada um dos seus membros.

Já trocamos a infalibilidade de um único papa pela infalibilidade de uma multidão de apóstolos. Esta posição, quando ocupada por uma pessoa humilde, não cria grandes problemas, mas será isto possível. A história mostra que pessoas humildes não costumam se assentar em tronos. Faraós e Césares aceitaram, sem resistência, serem tratados como deuses. De lá para cá esta lista foram acrescentado nomes como Hitler, Mussolini, Mao Tse Tung, Sadan, Hugo Chaves e outros caudilhos contemporâneos.

Os apóstolos que ocupam o ranking dos 10 mais centralizadores do momento conquistaram este reconhecimento graças ao seu empreendorismo, carisma, ousadia e fé, jamais pela sua humildade. Com o surgimento das Mega Igrejas, títulos honoríficos de diversos calões proliferaram. O estraordinário crescimento de impérios religiosos totalitaristas exigiu uma adaptação doutrinária que justificasse esta ocorrência. De um modo geral, as novas teologias partem de revelações capazes de fornecer uma blindagem construída com linguajar piedoso, propósitos coloridos e emocionadas citações arranjadas de capítulos e versículos.

A apostolicidade é bíblica, pois é na palavra que descobrimos a existência de pessoas como Paulo e Barnabé exercendo este papel. O modelo a ser seguido é de humildade, serviço, espiritualidade, obediência a Deus e à Igreja, única capaz de falar em nome de Deus. O mensageiro só pode falar quando autorizado e enviado pela Igreja. Paulo, um dos enviados para este serviço se colocava na posição de escória e não na pele de um diamante.

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Sep 08 2009

Mudanças comportamentais precisam de base bíblica e não de surtos proféticos

PRAZO DE GARANTIA ESGOTADO
Ap 22.18,19: Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.

Este texto encerrou o prazo de garantia de infalibilidade da Palavra profética. João afirma categoricamente que tudo o que precisamos saber sobre o futuro da humanidade já foi revelado.

Uma previsão que vá além do que já foi dito poderá induzir a tomadas de decisões, com o objetivo de provocar mudanças no rumo da história. Lúcifer deseja tomar a história em suas mãos e mudar o final previsto no Apocalipse.

Sob a capa de “dons proféticos”, escondem-se planos de resistência a implantação do Reino de Deus. Uma profecia falsa pode trazer consequências funestas para o profeta e para aqueles que nela acreditam.

Uma falsa profecia pode ser inventada propositadamente, visando interesses pessoais ou mesmo o prejuízo e desmoralização do evangelho. Há muitos agentes inimigos infiltrados em nosso meio e ocupando posições que levaram anos para conquistar.

Um possível exemplo de infiltração: estourou um escândalo no sul do país de desvio de merenda escolar, onde um pastor está envolvido. Pode tratar-se de alguém que se infiltrou com o objetivo de provocar escândalos, ou pode ser simplesmente uma pessoa movida pela tentação. Isto somente Deus poderá julgar.

Mudanças comportamentais precisam de base bíblica e não de surtos proféticos. Paulo exorta aos que ouvem uma profecia a julgar o seu teor, ao invés de acatá-la sem resistência (1Co 14). Ler a Bíblia é mais trabalhoso, mas é seguro.

Aplicação: Sempre que ouvir uma revelação, veja onde ela se encaixe ao que já foi revelado nas Escrituras.

Ubirajara Crespo

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Sep 02 2009

Rm 9.3: “…porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus compatriotas”

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A grande busca da cristandade tem girado em torno de poder para curar, materializar desejos, declarações e projetos pessoais. Quando não conseguimos realizar estas proezas, elegemos gurus, que parecem ter alcançado este estágio e permanecemos debaixo de suas asas pegando carona em suas bênçãos. Estes, por sua vez, parecem deslumbrados pelo fascínio que lograram exercer em um grande contingente de almas orbitando ao seu redor.

Paulo, porém, parecia disposto a rejeitar dons, bênçãos, talentos, posições e até mesmo a sua salvação, se isto gerasse salvação em favor de seus conterrâneos. O Espírito Santo gerou poder de despojamento, de amar profundamente, de abnegação e empenho pelo bem estar alheio. Visava gerar um estado de alma que pode ser resumido assim: “Até que Cristo seja tudo em todos”.

Ele estava disposto a pagar qualquer preço para alcançar este objetivo. Talvez seja por isto que tenha sido agraciado com dons largamente utilizados, mas não de forma exibicionista. Preferia a condição de anátema do que a veneração por um séquito de seguidores, caso isto redundasse em sua salvação. Precisamos deste tipo de poder, se quisermos gerar algum avivamento.

Responda se puder: Sua procura por dons possui motivações totalmente altruístas?

Ore: Senhor me capacita a iniciar procuras altruístas.

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Jul 25 2009

Avivamento - a igreja não está preparada para ele!

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Será que estamos chegando lá?
O avivamento é uma esperança de todos nós, que mais parece uma utopia. Conversando com o Rabino messiânico Marcos Andrade Abrão, autor do livro “Filho de Elohim”, chegamos juntos a seguinte declaração: Nem Israel, nem a Igreja estão preparados para o avivamento.

Particularmente entendo o seguinte: O primeiro deverá passar por uma grave crise, antes de olhar para aquele a quem traspassaram, e isto ocorrerá somente depois de terem sido enganados pelo anticristo, o falso messias, que firmará com eles uma falsa aliança. A Igreja, por sua vez, montou uma estrutura incapaz de conter um movimento nesta proporção. Hoje ela não passa de um odre que romperia ao tentar conter um conteúdo de natureza incompatível com a sua atual formulação.

Como resultado deste avivamento, milhões de pessoas em todo o mundo serão impactadas e procurarão abrigo para a sua fé em alguma estrutura religiosa. Isto forneceria uma incrível oportunidade para as aves de rapina que construíram ninhos nos ramos desta grande árvore na qual a Igreja se transformou. Executivos da fé ligariam imediatamente suas planilhas para calcular o retorno financeiro e acionariam sua equipe de marketing visando montar estratégias para tirar deste mover o máximo possível. Em suma, se o Espírito Santo soprasse um movimento desta envergadura sobre a Igreja, estaria dando um tiro em seu próprio pé.

Um dos livros mais esclarecedores sobre avivamento, que eu já li, foi “Help! I Need Somebody” de Walter Heidenreich que relata um mover de Deus em meio à comunidade Hippye à qual pertencia nos idos dos anos 60. Era um grupo realmente diferente de todos, que seriam recebidos com surpresa os diáconos mais compreensivos escalados como recepcionistas. Imagine deparar-se com um grupo de cerca de centenas pessoas sujas, fedorentas e de postura incomum tentando entrar naquelas tradicionais igrejas européias à busca de ensinamento que fortalecesse a sua fé. Muitos chegaram a chamar a polícia, pensando se tratar de um arrastão. O movimento se esvaiu, com o tempo, pois foi repelido por uma igreja que não estava preparada para ele.

Pude sentir na própria pele enquanto pastoreava uma igreja em São Paulo que começou a ser frequentada por moradores de rua. Nosso pessoal usava os banheiros para cortar o cabelo, catar piolhos, tratar feridas e dar banho naquela turma com escova e desinfetante. Os diáconos torciam o nariz, questionavam o valor do trabalho e procuravam razões para acabar com o aquela “farra”. O motivo alegado era que o banheiro seria usado no domingo por pessoas limpas. Mesmo alegando que tudo estaria limpo e desinfetado para os dias de reunião, aqueles ataques se tornavam cada vez mais violentos e desleais. A minha igreja lutava contra o evangelismo dos excluídos. Um verdadeiro banho de água fria no avivamento.

Um dia destes fui pregar em uma igreja tradicional de uma cidade da Grande São Paulo e fui abordado por um grupo de diáconos daquela Igreja que estava preocupado com o fato do seu pastor alimentar a idéia esquisita de implantar ações evangelísticas em torno de pessoas excluídas.

- O que o senhor acha de um absurdo destes pastor Ubirajara?
- Acho realmente um absurdo, respondi. Se depender de vocês, vai todo mundo para o inferno. Sua escolha pelos engravatados e pelas cheirosas é simplesmente inconcebível.

Aqui comigo, parafraseei: “Resistí ao diácono e ele fugirá de vós”.

Barreiras de todo tipo e tamanho construídas pela estrutura eclesiástica moderna tornaram o avivamento estrutural, uma história difícil de ser contada. Você ainda acha que esta estrutura eclesiástica será capaz de conter, apoiar e alimentar um mover de Deus tão tremendo como este?

Jesus mesmo disse que no descortinar da Sua segunda vinda muitos dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós (Lc 17.21).

Será construída alguma estrutura eclesiástica capaz de conter este vinho?

Sai dessa meu!!!!!!! Ou se preferir: Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos (Apocalipse 18.4).

Ubirajara Crespo
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Jul 20 2009

INCENSO DERRAMADO - Manifestação da Justiça de Deus

Lc 18.1: E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer, Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem. Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário.E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito.

Esmorecer, desvanecer, esvair, esvaziar. Ninguém para de comer enquanto estiver faminto. Ativismo, desânimo e comodismo, inimigos naturais da revelação, querem tirar as asas de nossas orações.

Esta parábola não descreve o caráter de Deus, mas sim a nossa atitude. Ele não é descrito nas Escrituras como alguém, cujos atos de justiça são movidos pelos impertinentes. Ao contrário, Ele toma a iniciativa, manda recados, gosta de conversar.

Já que Jesus não é como o juiz iníquo e incrédulo da parábola, estamos livres para insistir como a viúva, em quebrar as barreiras que nós mesmos construímos, sendo uma delas o esmorecimento. Este nos faz diminuir o tempo e a frequência da nossa devocional, uma luta contra a qual precisamos prevalecer.

Muito pode a oração do justo e o inimigo tenta evaporar o insenso que elas formam. O perfume proveniente da adoração é depositado em incensários. Lúcifer teme o dia em que as respostas às nossas orações serão derramadas sobre a Terra.

A oração conspira contra as trevas e a justiça buscada em secreto será praticada nas praças e esquinas.

Veja isto:

E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos (Ap 8.5).

Aplicação: Seu insensário está se enchendo ou com o tempo o hábito de acender insenso foi esvanecendo?

Ore: Insista na oração e espalhe uma santa conspiração.

Ubirajara Crespo

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Jesus Cristo veio ao mundo para salvar todo aquele que crer em sua morte como plano de Deus para salvação e vida eterna.