As igrejas de Campo Mourão estão se tornando o principal
alvo de estelionatários, pessoas que começaram a agir
recentemente e que estão causando muitos prejuízos aos
templos religiosos. Nesse final de semana, a ação
aconteceu
na paróquia Sagrada Família, no conjunto Cohapar, de onde
o criminoso conseguiu levar R$ 100,00 usando como pretexto
o pagamento do dízimo. No mesmo bairro, o golpista, que
se identificava como Miguel Czelusmiuk, visitou mais duas
comunidades e com o mesmo discurso “levantou” mais R$
200,00. Segundo o pároco do Cohapar, José Givanildo Detumim
o desconhecido praticou o golpe no domingo. Pela manhã,
chegou até a participar da celebração da missa, como se
fosse um novo morador do bairro. “Ele se apresentou como
se fosse uma pessoa que havia acabado de mudar para o
bairro e dizia estar disposto a contribuir com o dízimo.
Acho que ele pretendia me usar no golpe, pois veio até
mim falando que queria ser dizimista. Quando disse que
essa questão teria que ser tratada com a pastoral do dízimo,
ele saiu”, relatou o padre Givanildo. Na segunda-feira
o pároco foi informado do golpe, que já havia sido aplicado
nas comunidades Nossa Senhora das Graças e Santo Antônio,
respectivamente nos jardins Mendes e Paulino. “Nos três
locais ele procurou os agentes do dízimo, falando o nome
de outras pessoas conhecidas no bairro, dizendo que havia
sido encaminhado por elas para fazer a carteirinha do
dízimo. Além disso, dizia que estava passando dificuldades
e acabou convencendo os agentes, que não desconfiaram
de nada”, denuncia. No golpe, ele entregava um cheque
no valor de R$ 250,00 cada um e pedia R$ 100,00 de troco.
Dizia que o restante era para ser dividido em sete meses
como oferta do dízimo. “Foi assim nos três casos, só que
depois foi descoberto que os cheques eram todos roubados
de uma mulher de Curitiba, que está de cama sob os cuidados
de uma enfermeira. Essa pessoa age de má fé, usando o
nome dessa mulher para lesar os outros”, lamentou o padre.
Aparentando aproximadamente 40 anos, o golpista comove
várias pessoas do bairro, que se ofereceram para ajudá-lo.
Um morador do bairro chegou a levá-lo de carro até a estação
rodoviária para que ele se deslocasse a outra cidade.
“As pessoas precisam ficar precavidas, pois estão acontecendo
vários golpes desse tipo em Campo Mourão. Há poucos dias,
uma pessoa chegou na secretaria da igreja e se identificou
como funcionário da TRIBUNA para tentar renovar uma assinatura
do jornal. Sabemos que essa mesma pessoa passou por outras
empresas e conseguiu enganar muita gente. Da forma como
fala, ele convence mesmo. Até pessoas experientes do comércio
de Campo Mourão caíram nesse golpe”, alertou o padre.
Givanildo revela preocupação com a situação: “É preocupante
até pela segurança. Em algumas casas ele chegou a entrar.
Em todas as missas tenho alertado a comunidade sobre os
riscos”.
fonte: Tribuna do Interior
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notícias cristãs