ago 27

Pratique o mais importante dos Dez Mandamento

O mais importante dos Dez Mandamentos é: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças. E ame o seu próximo como você ama a si mesmo” (Lucas, 10:27). O amor ao próximo é a grande lição de Jesus Cristo para um mundo melhor.

Praticar o amor, a caridade e a solidariedade não teria tanto valor se não servisse para construir um mundo mais irmão e mais justo. Nos dias de hoje, podemos dizer que esta máxima tem como pano de fundo um projeto econômico, político, social e religioso, pois amar ao próximo implica: não deixar que o outro morra de fome, denunciar as artimanhas e projetos políticos que não visem o bem comum, ser solidário e, claro, fazer o bem sem saber a quem.

O amor verdadeiro é mais importante do que qualquer prática exterior. Por isso, para Jesus, nada tem valor se o homem vive em insegurança espiritual.

jul 30

Eleições, Política e Juventude Evangélica

Vi uns 2 prefeituráveis, candidatos à cargos eletivos, se convertendo em igrejas evangélicas esta semana. Desconheço o coração, evidente. Se você é jovem cristão, teria preferencia em votar em pastores ou candidatos evangélicos? Fizeram a mesma perguntar na Marcha pra Jesus 2012 realizada São Paulo. 32% responderam que votariam em candidatos pastores. Não passo nem perto de um palpite sobre a honestidade da conversão ao cristianismo dos candidatos, mas por certo, é um grande público eleitoral a ser conquistado. Só em Campinas são 273,8 mil evangélicos, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesta nova sociedade o voto dos crentes serão decisivos para qualquer campanha política.

Também em épocas eleitorais ouvimos “irmão vota em irmão”, “candidato da unção”. Líderes de denominações colocam candidatos para orarem (ou discursarem?) em seus púpitos, dando a César o que é de Cristo e à Cristo o que é de César, inversão de valores em uma venda casada de politica partidária, governo e religião.

Eu, político?

Se pensarmos um pouco mais veremos que todos exercemos atitudes politicas. Sabemos expor nossos argumentos e defende-los, sabemos trabalhar em equipe e grupos, debater ideias e criar novas possiblidades, seja na bairro, família, na faculdade ou igreja. O termo política é derivado do grego antigo ???????? (politeía), que deriva Pólis (cidade grega); a vida na pólis significa que temos uma experiência em sociedade, comunidade, coletividade. Todos temos atividade política.
Como podemos refletir a participação da Igreja institucional em tempos de eleições e também o espaço de debate politico cotidiano? Para refletir seguirei os três modelos propostos por Paul Freston (1), sociologo cristão e pesquisador de ciências politicas:

Modelo Institucional
A igreja ou denominação escolhe alguém expressivo para representar unicamente a seus interesses. “Canditado officeboy” da igreja, se submeterá ao serviço não da população em geral, mas dos membros e lideres religiosos: “A Igreja, como instituição, entra na política defendendo as suas propostas, as quais podem ser boas ou não”, Freston alega.

Modelo Autogerado
Um lider expressivo conta com o apoio da igreja institucional para alancar sua canditatura e obter numero expressivo de votos, porém “Muitas vezes o candidato se apresenta como evangélico para fins de obter votos, mas depois de eleito não vê nenhuma necessidade de responder aos evangélicos que o elegeram”

Modelo Comunitário
Segundo Freston, o modelo mais equilibrado e ideal pois não é um um modelo institucional, nem um projeto individual mas “acredita que os evangélicos devem se envolver politicamente não em nome de suas igrejas ou instituições, mas em grupos de pessoas que pensam politicamente de uma mesma forma, inspiradas pela sua compreensão da fé cristã. Trata-se de um projeto que inclui a abertura para o diálogo e para censuras proféticas. Assim, os que exercem mandatos políticos não ficam soltos, mas interagem e respondem a outras pessoas que podem, se necessário, até mesmo repreendê-los e aconselhar sua saída da política”.

(1) Freston, Paul. Religão e Política, sim; igreja e Estado, não. Viçosa, MG. Editora Ultimato

Fonte Pavablog

jul 30

O peso do voto dos evangélicos nas metrópoles brasileiras em São Paulo e no Rio

Há mais de uma década os evangélicos são considerados eleitores-chave. Mas, desde junho, quando foram divulgados os dados referentes a religião do Censo 2010, a importância do grupo foi endossada em números. O crescimento dos evangélicos no Brasil pressiona candidatos e partidos a criar estratégias para atrair fieis e, ao mesmo tempo, evitar desgastes com a exposição de uma agenda moral que entre em conflito com outras crenças e segmentos da sociedade. Nos últimos 10 anos, pela primeira vez o catolicismo perdeu seguidores: ao todo 1,7 milhão de brasileiros deixou de se declarar católico desde 2000. No mesmo período, o protestantismo arrebanhou 16 milhões de pessoas. Os evangélicos ganham atenção. Os pastores, concentram poder. “Tenho sido bombardeado de Norte a Sul, de Leste a Oeste pelos candidatos. Com o crescimento da Igreja Evangélica, e como estou na mídia e tenho influência, é gente atrás o tempo todo”, afirma o pastor Silas Malafaia, uma das lideranças da Assembleia de Deus e vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), que reúne 8.500 pastores de diversas denominações evangélicas.

Com o quadro estruturado para a corrida à prefeitura, quatro referências das principais igrejas pentecostais definiram seus candidatos. Em São Paulo, a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB), igreja evangélica com maior quantidade de fieis no Brasil, apoiará José Serra, do PSDB, repetindo o comportamento de 2010. “No estado de São Paulo, somos cerca de 8 mil pastores. Trabalharemos a conscientização do eleitor, mostrando o que é melhor, onde há maiores identificações. Tudo com muita cautela”, afirma o presidente político do CGADB, pastor Lelis Washington Marinho. No Rio, não houve uma organização semelhante da Assembleia de Deus, mas Malafaia, um dos principais nomes, declarou apoio a Eduardo Paes (PMDB). Ele deve, inclusive, aparecer na propaganda eleitoral.

O prefeito da cidade do Rio conseguiu arregimentar lideranças evangélicas importantes. A Universal caminhará com ele no pleito através do apoio do ministro da Pesca, Marcelo Crivella, do PRB. O deputado estadual Marcos Soares, filho de RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, também se engajará pela reeleição de Paes.

Em São Paulo, o voto evangélico está distribuído. A influência da Universal sobre o PRB reunirá seus fieis na candidatura de Celso Russomanno. Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial, anunciou seus préstimos a Fernando Haddad, do PT. O pastor RR Soares não tem por hábito declarar seu apoio nas eleições e, por isso, a Igreja Internacional da Graça de Deus não se posicionou oficialmente. Mas Daniel Soares, outro filho de RR, será candidato a vereador na cidade de Guarulhos, município vizinho a capital, pelo DEM, partido da base aliada de Serra.

Rejeição a Haddad – Conquistar o eleitor evangélico é preciso. E a explicação não é só quantitativa. A ramificação pentecostal é mais forte, sobretudo, em áreas onde a renda é mais baixa e a escolaridade, menor. Uma receita atraente para a construção de um eleitorado orientado pelos pastores. “Uma banana para quem diz que um religioso não pode falar sobre eleições. Quer dizer que Marx vale mais do que Jesus?”, defende Malafaia. Em São Paulo, ele tem se reunido com pastores para reforçar questões morais que devem estar presentes na cabeça do eleitorado no momento do voto. A preocupação central de Malafaia é em relação ao candidato do PT, Fernando Haddad, chamado por ele de “o criador do ‘Kit Gay’”.

“Não adianta tentar dar uma de anjo agora. Nossa questão com o cara de São Paulo (Haddad) é que ele tentou promover o homossexualismo e ensinar crianças sobre isso. Ele não terá colher de chá. Um governante é para todos. Enquanto quiserem beneficiar um grupo social em detrimento do outro, não merecerá o nosso apoio”, diz Malafaia, que entrará em ação em um eventual segundo turno na capital paulista. Se a eleição não terminar no dia 7 de outubro, o pastor apoiará o oponente de Haddad – caso ele esteja na disputa – mesmo que o outro candidato em questão seja Celso Russomanno (PRB). O PRB é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, corrente cujo dono é o Bispo Edir Macedo, proprietário da TV Record. Em junho, Malafaia disse a VEJA que a distância que o separa de Macedo “vai do Brasil à China”. É uma distância, como se vê, menor da que aquela que o separa da Haddad.

“As nações mais democráticas e poderosas do mundo foram influenciadas pelo pensamento cristão, não tem como dissociar isso. É idiotice. O ser humano é religioso. Outra coisa é misturar Estado com religião”, diferencia o pastor.
Que o voto evangélico tem força, não há dúvida. Mas até hoje, quando um candidato tentou se eleger em uma disputa majoritária com a bandeira religiosa, o resultado não foi o primeiro lugar. “O piso é alto, mas o teto é baixo”, explica o cientista político da PUC-Rio Cesar Romero Jacob, que estuda o comportamento do voto religioso desde 1996.

Rio de Janeiro – No caso do Rio, os mapas analisados por Jacob mostram pesos diferentes do eleitorado evangélico entre as áreas de cidade. Em 2004, por exemplo, Marcelo Crivella, evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus, então candidato à prefeitura da cidade, ganhou votos em zonas eleitorais onde havia maior quantidade de fieis ligados às pentecostais. Em contrapartida, teve baixíssima votação em áreas de predominância católica. No espaço geográfico, isso significa que ele conseguiu angariar eleitores na parte pobre da zona oeste, como Bangu, Santa Cruz e Campo Grande, e na zona da Leopoldina, que inclui os bairros de Bonsucesso, Ramos, Olaria e Penha – onde estão os complexos do Alemão e da Maré, favelas com concentração de evangélicos. Na zona sul, onde ainda há maioria católica, Crivella foi mal.

“Em eleição majoritária, quando você tem candidatura que não soma, significa que subtrai, polariza, divide. O segredo da vitória é ganhar de muito em uma área e perder de pouco em outra”, explica Jacob. No Rio, os evangélicos avançaram sobre o vácuo deixado pelo fim do ciclo brizolista. Um dos sinais mais claros do esgotamento desse tipo de política foram as eleições de Sérgio Cabral e de Eduardo Paes. A partir de então, as correntes evangélicas ganharam uma relevância que pode ser decisiva na vitória de um candidato – desde que a campanha não seja baseada apenas na rede de igrejas evangélicas.

São Paulo- Em São Paulo, o panorama é diferente. Os pentecostais não têm o mesmo peso do Rio. “A força do PT e do PSDB impede que grupos religiosos tenham presença tão significativa. São Paulo é o centro do capitalismo brasileiro, há uma elite empresarial forte, que simpatiza com o PSDB. E existe uma elite sindical também muito forte, que prefere o PT”, explica Jacob. Os mapas paulistanos mostram que na capital existe maior coerência no voto, algo inexistente no Rio.

São Paulo é cercado por municípios industriais. Nas divisas, o sindicalismo é mais forte e, consequentemente, o PT também. Em 2004, a força de Martha Suplicy, que disputava a prefeitura, estava concentrada nas extremidades da capital, onde há população de menor renda e escolaridade, e mais evangélicos. Os católicos estão na parte central, um ninho tucano por excelência. O mapa da votação de José Serra, em 2004, endossa sua força justamente nessa área, cujos moradores apresentam maiores renda e escolaridade. O espaço da cidade de São Paulo mostra maior polaridade entre os dois partidos, nos quais os grupos religiosos se veem obrigados a se articular. Desta vez, no entanto, Haddad corre o risco de perder os eleitores onde o PT costuma mostrar vigor. O peso dos evangélicos, que não é pequeno – na zona leste chega a haver mais de 30% de seguidores de correntes evangélicas -, pode contribuir para esvaziar a balança do petista.

jul 27

Igreja Renascer recorre a lutas de MMA na Zona Leste de SP para arrebanhar novos fiéis

Parece estranho e para muitos até assusta, como admite bispo da própria Igreja Renascer. Colado na porta de vidro de um templo de igreja evangélica, um cartaz anuncia um campeonato de artes marciais mistas, conhecido pela sigla em inglês MMA e popularizado como uma espécie de vale-tudo.
O palco das 12 lutas, sendo 11 delas entre atletas amadores e apenas uma envolvendo profissionais, deixa de ser um local de culto e oração a partir das 22h desta sexta-feira (27). O templo da Renascer que receberá a competição fica na Vila Matilde, região da Penha, na Zona Leste de São Paulo.

Na noite desta quinta-feira (26), em uma sala nos fundos do templo, ocorreu a pesagem dos 24 lutadores, distribuídos em quatro categorias – até 62 kg, de 62kg até 70 kg, de 70 kg até 84 kg, e de 84 kg até 93 kg.

A justificativa, no entanto, é mais do que imediata e direta: “é preferível que um atleta perca um pouco de sangue no octógono (como é chamado o ringue das lutas de MMA) do que ele perder a vida para as drogas ou para a criminalidade”, ressalta o bispo George Ramos.
O objetivo principal do quarto campeonato de lutas de MMA é justamente o de conseguir novos fiéis para a Igreja Renascer. Ao mesmo tempo, o de utilizar o esporte – qualquer que seja – como ferramenta para tirar os jovens do meio do tráfico. Por último, ajudar os lutadores, profissionais e amadores, a ganharem projeção no cenário desportivo.
A opção pelo MMA como instrumento para arrebanhar novos fiéis se deu pela sua crescente popularidade, principalmente entre os mais jovens, nos últimos anos. “Além disso, é um esporte mais fácil de viabilizar em um templo, por exemplo. Nós (da Renascer) já temos um nicho de realização de eventos, com os quais atraímos os jovens. Nós usamos esta estratégia para viabilizar a palavra de Deus”, afirmou Vagner Miguel, mais conhecido como presbítero Baby.
Com esta finalidade, a Renascer já havia criado há cerca de 15 anos o Ministério de Lutas, que promovia cursos de jiu-jitsu e muay thai, lutas marciais. Em 2008, teve início, não sem sustos, a promoção das lutas de MMA. “Como se trata de um esporte de contato, isso assusta muitas pessoas em outras igrejas. No começo, na nossa também assustou. Mas tudo o que fazemos aqui é com temor a Deus”, afirmou bispo Ramos, em preleção aos 24 lutadores, a maioria deles, curiosamente, de não evangélicos, antes de se iniciar a pesagem.

Apesar de as lutas serem autorizadas pela Federação Paulista de MMA, algumas regras, principalmente nas lutas entre atletas amadores, são alteradas para evitar contusões mais sérias nos combates – e, claro, minimizar os efeitos de golpes mais violentos. “É preciso lembrar que alguns aqui vão lutar e nem vão dormir, vão direto para o trabalho”, destacou o presbítero Baby.
Quando os dois lutadores estiverem no chão, não é permitido socar o rosto do adversário, por exemplo. De pé, não valerá nem cotovelada e nem cabeçada no adversário. E quando o oponente recorrer ao terceiro apoio – dois pés e mais o joelho, ou o os dois pés e uma mão no chão, por exemplo – é vetado dar joelhada na cabeça. Alguns golpes que possam causar lesão de joelho também não serão permitidos. Qualquer infração dentre as citadas acima é punida com a eliminação imediata, segundo os organizadores.
Se para os integrantes da Renascer não há qualquer contradição em aliar fé com lutas de MMA, aos lutadores, evangélicos ou não, quando dentro do octógono, interessa apenas a luta em si – e mais nada.
“Só entra ali quem está preparado. As outras coisas ficam de fora. Você pensar em superar o seu adversário. Não há contradição alguma nisso, pois é um evento para atrair fiéis para um caminho melhor”, defendeu o comerciante Felipe Gabriel, de 20 anos e frequentador da Renascer há seis anos. No cartel dele, 10 lutas de MMA, com sete vitórias.

“Não há nenhuma contradição (em ser evangélica e praticar MMA). Porque eu pratico um esporte. Eu penso como esportista, não quero agredir por agredir. Não pode querer ser valentão na rua. Por isso que é um esporte que tem juiz, que tem regras. É uma combinação que funciona: esporte e a palavra de Deus”, completou o professor de jiu-jitsu Aloísio Figueiredo, de 29 anos e frequentador da igreja pentecostal Brasa Viva.
Lutador profissional de MMA, Marcelo Matias, de 29 anos, será um dos protagonistas da noite ao fazer a luta de fundo, na disputa pelo cinturão do torneio. Matias, no entanto, não é evangélico. Ele admite conhecer mais de perto a igreja que promove o evento, mas a prioridade dele é outra: “Tenho interesse em conhecer, sim, mas quero mais visibilidade para lutar”, disse.
Para participar de torneios deste tipo, ele costuma receber uma bolsa – um prêmio em dinheiro. Já disputou torneios em Barueri, na Grande São Paulo, e em Sorocaba, no interior. Mas enquanto sonha um dia brilhar no UFC Matias dá duro no dia-a-dia como operador de empilhadeira. “Mas minha vida é o esporte. Pratico lutas marciais desde os 10 anos”, ressalta, diante de mais uma oportunidade de exibir a sua “arte”.
E quem buscar nas palavras da Bíblia argumentos para contestar a utilização das lutas de MMA com o objetivo de arrebanhar novos fiéis será surpreendido por um contragolpe à altura. “Um versículo da Biblía diz ‘Me fiz de louco para ganhar os loucos’. É sobre Davi, que ao se deparar com mais uma morte, começou a babar. Nós usamos justamente esta estratégia para viabilizar a palavra de Deus”, destacou o presbítero Baby.

E você, o que acha dessa iniciativa?

jul 20

Senso mostra que evangélicos estão menos vinculados às igrejas

O crescimento do número de evangélicos no país foi acompanhado pela expansão dos fiéis que transitam por mais de uma igreja ou que não têm vínculos com nenhuma instituição.

O fenômeno, observado por pesquisadores da área, foi detectado também pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou em junho dados do Censo 2010 sobre a religiosidade dos brasileiros.

A pesquisa mostrou que, ao serem questionadas sobre sua religião ou culto, 9,2 milhões de pessoas (4,8% da população) responderam simplesmente ser evangélicas, sem citar nenhuma igreja específica. Em 2000, foram pouco mais de um milhão.

Como os recenseadores não fazem perguntas adicionais, não é possível saber se de fato todo esse contingente frequenta mais de uma igreja, se frequenta só uma ou não frequenta nenhuma.

“A oferta de igrejas aumentou muito, e elas já não exigem aquela adesão irrestrita do passado”, diz Edin Sued Abumanssur, do Departamento de Ciências da Religião da PUC-SP.

O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, aponta ainda que, atualmente, parte dos evangélicos já não frequenta nenhuma igreja.

“Assim como há os católicos não praticantes, hoje existem os evangélicos não praticantes”, compara.

Para explicar o fenômeno, há várias hipóteses: desde a decepção dos fieis com a igreja que frequentavam até os custos elevados da vida religiosa, passando pelo aumento do individualismo e pela busca por mais autonomia.

Ao mesmo tempo, tem se tornado mais comum a tentativa de evangélicos de ocupar o espaço público. “É algo relativamente recente, porque eles sempre foram minoria. Agora que estão tendo mais expressão, querem obter mais visibilidade”, diz Abumanssur.

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