jul 18

Empresa lança tablet voltado para usuários cristãos

 

Uma empresa começou a vender nos Estados Unidos um tablet voltado para usuários cristãos. Como diferencial, o aparelho com tela sensível ao toque traz livros em formato digital da religião como a Bíblia em 27 idiomas diferentes, livros religiosos e ráfios cristãs para ouvir pela internet.

O Edifi roda sistema operacional Android e será vendido por US$ 150. O aparelho tem tela sensível ao toque de 7 polegadas, entrada USB, suporte para cartões de memória e conexão Wi-Fi.

O navegador da web do aparelho apresenta uma opção para navegação segura, impedindo o acesso de sites que podem não ser adequados ao público.

Contudo, o tablet pode rodar aplicativos do Android e permite assistir a filmes em HD, ouvir músicas, fotografar e acessar redes sociais.

jul 13

Evangélicos criam torcidas organizadas para torcer por seus times de coração nos estádios de futebol

Grupos evangélicos estão se organizando e vestindo a camisa de seu time de futebol do coração para torcer nos estádios. A diferença em relação às torcidas organizadas tradicionais é que os religiosos devem seguir três mandamentos básicos: não consumir bebidas alcoólicas antes, durante ou depois das partidas; não provocar ou se envolver em brigas e/ou confusões com outros grupos de torcedores; e não proferir palavrões ou qualquer tipo de xingamento no decorrer dos jogos.

O fenômeno das torcidas organizadas evangélicas surgiu em 2005, com a “Torcida Evangélica do Coritiba”, no Paraná. Hoje, esse tipo de organização se espalhou pelo país. No Rio, por exemplo, os dois principais representantes desse segmento são a “Fogospel”, formada por torcedores do Botafogo, e a “Flagospel”, que reúne flamenguistas evangélicos

Questionado sobre a eficiência da proibição a palavrões e xingamentos, hábito popular do torcedor brasileiro, o presidente da Flagospel, Henrique Reinaldo da Silva, afirmou à reportagem do UOL que todos os integrantes das torcidas evangélicas acabam passando por um processo de reeducação e conscientização.

“Você realmente não escuta palavrão porque essa é uma das poucas regras que nós colocamos. Não brigamos, não bebemos e não falamos palavrão. É claro que existem pessoas que não são evangélicas e se juntam a nós por conta do clima mais tranquilo, elas acabam cedendo ao ímpeto de xingar um determinado jogador, por exemplo. Mas para quem é efetivamente integrante da torcida evangélica, isso é mais do que uma regra, é uma questão de bom exemplo”, explica.

TRÊS MANDAMENTOS

 1º NÃO BEBER

Os integrantes das torcidas organizadas evangélicas não podem consumir bebidas alcoólicas antes, durante ou depois dos jogos.

2º NÃO BRIGAR

Os torcedores religiosos não podem em hipótese alguma se envolver e/ou provocar brigas, confusões e tumultos nos estádios durante os jogos de futebol.

3º NÃO XINGAR

Os integrantes das torcidas organizadas evangélicas não podem proferir palavrões durante os jogos ou mesmo xingar um ou mais jogadores. Mesmo se o atacante desperdiçar um gol cara a cara com o goleiro, por exemplo.

“O palavrão é algo que faz parte do contexto de quem está acostumado a assistir aos jogos no estádio, muitos vão para extravasar. Eu mesmo já fiz muito isso. As pessoas xingam mesmo, é natural. Mas quem é evangélico tem que passar por esse processo de adaptação, pois o grande objetivo desse projeto é criar um ambiente familiar e pacífico dentro do estádio”, completou Silva.

Para o fundador da Fogospel, pastor Hercules Martins, as pessoas podem até sentir alguma dificuldade de adaptação no começo, mas acabam se encaixando na filosofia do grupo “em questão de três ou quatro jogos”. Segundo ele, não há imposição, e sim um “constrangimento natural” em função da postura coletiva.

“Não se trata de uma questão de norma comportamental, pois as pessoas que optam por assistir aos jogos com a Fogospel já se enquadram em um determinado padrão. Muitos pais levam os filhos justamente em função disso. Mas se a pessoa ainda tem esse hábito, mesmo sendo evangélica, já muda de comportamento três ou quatro jogos depois. Nunca precisei chamar atenção de alguém por esse motivo”, afirmou.

Convivência pacífica

Apesar da histórica rivalidade entre Flamengo e Botafogo, as duas torcidas organizadas congregam na mesma igreja, situada em Olaria, na zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com os criadores da Fogospel e da Flagospel, o clima de rivalidade entre os torcedores dos clubes mais tradicionais do Rio –juntamente com Vasco e Fluminense– é preservado nos cultos e encontros realizados na igreja Comunidade Evangélica Torre Forte, em Olaria, na zona norte do Rio. No entanto, as brincadeiras e gozações são feitas “de forma saudável, com respeito”, segundo o pastor Hércules Martins, que está acostumado a ouvir a mesma piada antes e depois das pregações:

“Eles falam que o culto é muito bom, mas que seria ainda melhor se eu não fosse botafoguense”, diz.

O presidente da Flagospel afirma que as brincadeiras são saudáveis, mas inevitáveis:

“Um brinca com o outro. Sempre me falam, por exemplo, que o símbolo do Flamengo é o urubu, e o urubu não pode ser um animal de Deus. Mas tudo é feito com muito respeito. Na verdade, nós criamos uma nova família, e é algo que está atraindo até mesmo os integrantes das torcidas organizadas tradicionais. Temos muitos testemunhos de pessoas que quase morreram em brigas entre torcidas e hoje se converteram, e estão conosco”.

Diferentemente do que ocorre no ranking geral de torcidas, onde o Flamengo tem mais adeptos do que o Botafogo, a Fogospel é atualmente a que leva o maior número de torcedores evangélicos para os jogos realizados na capital fluminense: cerca de 200 pessoas (a Flagospel possui, no máximo, 70). A torcida evangélica do Botafogo representou, na verdade, a fonte de inspiração para que o fotógrafo Henrique Reinaldo da Silva criasse a Flagospel:

“O Fogospel é a maior de todas, sem dúvida, até por ter sido a primeira. Sou da mesma igreja que o pastor Hercules e aproveitei essa ideia bem-sucedida para criar a Flagospel. Pensávamos que a magnitude de um projeto como esse, em relação ao Flamengo, teria uma magnitude muito maior, pois a torcida do Flamengo em geral é muito numerosa. Então surgiu como uma brincadeira no Facebook e hoje não para de crescer”.

Segundo Silva, a convivência das duas torcidas organizadas no mesmo espaço religioso é absolutamente “pacífica e respeitosa”. Os cultos temáticos ocorrem sempre com cada torcedor vestindo a camisa de seu respectivo clube, e há até torcedores de clubes de fora do Rio, a exemplo de um fiel que é torcedor do Cruzeiro.

“O que nos une, independentemente do clube de coração, é o evangelho. Ele está acima de nós. É claro que existe uma rivalidade, já que moramos no país do futebol e o Rio é muito forte nisso. Mas esse movimento de cultos reunindo torcedores de vários clubes é algo que está crescendo. Não só na minha igreja, em várias. Já fui chamado para pregar para vascaínos, tricolores, flamenguistas… Às vezes o pessoal ameaça dar uma vaia, mas é tudo na base da brincadeira”, afirma  Martins.

 

jul 09

Fogo de Sião em ritmo acelerado – Banda grava videoclipe nos EUA e inicia produção de EP

 

O Ministério FOGO DE SIÃO trabalha a todo vapor em algumas produções especiais. Eles estiveram durante 15 dias nos EUA, gravando alguns videoclipes e finalizando o EP “Deus é mais”.

Entre os videoclipes gravados, o da canção “Uncoditional Love”, que é um dos singles do álbum lançado em inglês “New Way” de Flávio A. Lemos, vocalista do FOGO DE SIÃO.

O ministério aproveitou bem a viagem e colheu o máximo de material possível para a produção de outros videoclipes especiais. Entre as cenas, alguns takes foram feitos no Times Square, no Top of the Rock, na balsa que vai para Estátua da Liberdade, ilha de Manhattan – NY.

“A escolha de fazer os videoclipes em Nova Iorque foi pelo fato de ser um dos centros do mundo, onde muitas pessoas vivem juntas, porém nem sabem da vida umas das outras. Onde por muitas vezes falam somente de números e não de vidas. A música fala de se sentir sozinho em meio à multidão. E lembra que mesmo num distante deserto ou em uma grande metrópole, Deus nunca nos deixará”, comenta Flávio A. Lemos, vocalista da banda.

O roteiro e a produção ficaram na responsabilidade de Flávio Lemos, apoio de Juliana Marchioro e finalização e edição da agência Youcanmkt.com

A previsão é que o EP e os videoclipes sejam lançados na Expo Cristã 2012.

Confira teaser do videoclipe – http://migre.me/9Lbyz

jul 09

OAB garante em parecer o direito de psicóloga de expressar sua fé em Cristo

A Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB/PR) classificou de “abusiva e inconstitucional” a decisão do Conselho Regional de Psicologia (CRP/PR) de repreender a psicóloga Marisa Lobo por ela ter declarado sua fé em Cristo nas redes sociais.

Para a OAB/PR, a afirmação pública de possuir um crença não configura proselitismo, ou seja, ao declarar sua fé a psicóloga não está induzindo seus pacientes a converterem-se, apenas expressando sua crença publicamente. E por isso ela vem sendo perseguida.

Em fevereiro passado, a Dra. Marisa Lobo recebeu uma notificação do Conselho para que removesse, num prazo de 15 dias, as referências a sua fé em Cristo do seu blog e do seu twitter. Para a entidade, a psicóloga estaria afrontando o Código de Ética Profissional do Psicólogo a quem é vedado “induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas…quando do exercício de suas funções profissionais”.

Para a Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/PR, no entanto, a notificação é “descabida”. Segundo o parecer emitido em maio pela Comissão, “o fato é que, neste caso, não se encontra configurada a prática do proselitismo, pois em momento algum restou comprovada a convocação de pacientes com o intuito de convertê-los à fé professada por ela. Definitivamente, o teor da liberdade de manifestação religiosa exercida pela consulente compreende contornos inerentes à sua afirmação pública de possuir uma crença – afirmação esta que, aliás, é o cerne de proteção deste bem jurídico”.

Segundo a Relatora Doutora Francielli Morêz, que assina o parecer da OAB/PR, o ato administrativo consubstanciado na notificação endereçada à Psicóloga Marisa Lobo Franco Ferreira Alves “padece de vício de inconstitucionalidade material, eis que tanto sua motivação quanto sua finalidade agridem frontalmente, na essência desta análise, o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana”.

O parecer foi revisado pelos Doutores Sandro Mansur Gibran e Paulo Henrique Gonçalves e aprovado na reunião mensal da Comissão no dia 14 de junho passado.

Marisa Lobo vem sendo duramente perseguida por entidades ligadas aos homossexuais que tentam aplicar a ela o rótulo de homofóbica. Isso porque ela se recusa a cumprir uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que veda seus profissionais de atender pacientes que querem mudar sua orientação sexual. “Vou continuar atendendo homossexuais que querem se tornar heterossexuais, é meu dever ético e profissional acolhê-los em meu consultório”, diz ela.

Além da perseguição dos gays, Marisa Lobo agora também é perseguida porque expressa sua fé em Cristo Jesus, como revelado a partir da notificação que recebeu para que eliminasse qualquer informação a respeito disso em suas páginas na Internet. Preocupada, ela pediu um parecer da OAB do Paraná sobre o caso a fim de proteger-se juridicamente contra eventuais retaliações do CRP/PR contra ela na Justiça. Como se vê pelo documento, porém, seus perseguidores não terão sucesso.

 

“Só porque deixei clara minha fé em Cristo, tornei-me o diabo para o Conselho Regional de Psicologia”, afirmou a dra. Marisa Lobo.

**Por Sandro Guidalli para o  Blog  ’Fé em Jesus’

 

Att,
Equipe Fé em Jesus
Nirvana Lima (Assessoria)

jun 22

Simplesmente Amigo – Sente-se Sozinho?

Certa época, havia um homem que gozava de boa saúde e de grandes
posses, cuja maior preocupação era fazer amigos. A maior parte de
seu tempo dedicava em ajudar as pessoas, ansioso por poder tornar-se
amigo delas. Grande parte de suas riquezas voluntariamente empenhava
para que seus amigos jamais ficassem desamparados. Dava mais
importância aos seus amigos do que à sua família. Já havia perdido
a conta das vezes em que percorrera milhas para visitar um amigo
distante que precisava de auxílio; já havia perdido a conta do
número de noites em que permaneceu como um guardião ao lado de um
leito de enfermidade para que pudesse vigiar o sono sereno de um amigo
que adoecera; já havia perdido a conta das lágrimas que derramara
para que pudesse ver um sorriso no rosto de um de seus muitos amigos.
Já havia perdido a conta do número de amigos que conquistara ao
longo de toda a sua vida.

Mas conforme o tempo ia passando, o homem percebia que os amigos que
tanto estimava pareciam ficar cada vez mais frios e distantes. Alguns
nem mais o visitavam e quando eram procurados por ele, não mais o
recebiam com aquele abraço caloroso. Mas o fiel amigo saltava de
alegria quando recebia a visita de alguém que o procurava para
pedir-lhe algum dinheiro ou alguma ajuda. Percebia também que, aos
poucos, suas posses se esvaíam. Mesmo assim, não poupava esforços
para ajudar quem quer que fosse. Percebia que seus queridos amigos
começavam a tratá-lo de uma forma “muito estranha”, como dizia
ele ingenuamente, não assumindo para si que era desprezado no trato
por parte de seus amigos. Depois de muito se decepcionar, começou a
se questionar o porquê de tudo isso estar acontecendo com ele. “Por
que aqueles que um dia fizeram parte do seio de minha intimidade hoje
se fazem tão distantes? Por que aqueles que um dia sentaram-se à
minha mesa e cearam comigo, hoje se tornaram meus inimigos sem
motivo?”, perguntava-se ele.

Tanto se angustiou que adoeceu, porquanto não comia e raramente
bebia. O rico, alegre e vigoroso homem hoje vivia miserável,
cabisbaixo e doente. Estava a ponto de dar cabo de sua vida a qualquer
custo.

Mas lembrou-se de um de seus velhos amigos. Na verdade, era o amigo
que menos lhe agradava, pois, apesar de ser um rei, via-o como um
homem de uma personalidade mui peculiar, um tanto estranha para ele.
Na sua concepção, este rei falava apenas de coisas enfadonhas e
retrógradas, cheias de filosofia que não se podia entender. Mas
reconhecia que havia algo de especial naquele rei. Algo que ele nem
ousou explorar; antes, preferiu se afastar dele, mesmo que o rei
procurasse sua amizade com grande teimosia.

Mesmo não sentindo nenhum prazer em ir ter com o rei, decidiu
procurá-lo, pensando receber dele alguma quantia em dinheiro e
conselhos que o pudessem ajudar a reconquistar seus amigos, uma vez
que sabia que o rei era mui generoso e sábio. Também sabia que o rei
conhecia métodos mui curiosos para tratar doenças. Logo, o melhor
lugar para receber tudo o que queria era no castelo do rei.

Juntou suas últimas economias e iniciou a longa viagem até o
palácio do rei. Isto porque ele havia arranjado uma casa para viver
bem distante de onde o rei morava, pois quando era jovem e residia
perto do palácio, o rei sempre dava um jeito de visitá-lo. Mas como
ele não gostava de ouvir as palavras do rei, que para ele não faziam
sentido, também sempre dava um jeito de fugir da presença do rei.
Assim, o rei sempre batia em sua porta, mas nunca havia ninguém para
abrir… ou talvez havia alguém que não quisesse abrir.

Depois de muitos dias, finalmente chegou à entrada do palácio do
rei. Imediatamente foi recebido por uma comitiva célebre de pessoas
alegres. Ficou maravilhado com a forma como foi recebido. Nunca fora
tão bem tratado em toda sua vida. Havia aromas suaves no ar; o campo
era de um verde especial; as árvores frutíferas estendiam seus ramos
sobre ele. E, ao longe, a figura majestosa do rei, saltando de
alegria, vinha ao seu encontro.

Naquele momento, as lágrimas não puderam ser contidas: desceram-lhe
queimando pelo rosto. Passava pela sua mente a imagem de todos os seus
antigos amigos, sua antiga riqueza, sua felicidade. Mas também a dura
realidade o fazia gelar. Assim, não conseguiu conter as lágrimas.

E o rei chegando a ele, imediatamente o abraçou energicamente, de
maneira que o homem sentiu como se estivesse sendo envolvido em uma
coluna de fogo diante da frieza que havia inundado seu coração.

Passada a exultação do rei por rever seu antigo amigo, parou para
olhar o rosto do homem. Então, o rei comoveu-se em seu interior por
profunda compaixão, e logo também lhe escorreram lágrimas de
comoção.

“O que te faz chorar, meu amigo?”, pergunta o rei, em lágrimas.

“Por que tudo isso?! Eu só queria ser um bom amigo!”, o homem
responde entre soluços. “Por meus amigos gastei minha fortuna, meu
tempo, minhas forças. Fiz de tudo para agradá-los! E agora eles me
desprezam. Eles me humilham só com o fato de não mais gostarem de
mim. Até parece que sou outra pessoa.” Então, o homem cai sobre
seus joelhos e coloca suas mãos sobre seu rosto, que logo são
lavadas por suas lágrimas. “Eu só queria ser um bom amigo!”,
grita ele em um suspiro de total derrota.

O rei, extremamente comovido, coloca sua mão sobre o ombro do homem.
Aquele toque tinha algo de tão especial que o homem se sentiu
encorajado a levantar seu rosto, mesmo querendo permanecer ali
chorando para sempre. Então o rei o fitou nos olhos e disse: “meu
amado, o que te fez pensar que contigo seria diferente? Não se lembra
da história que te contei assim que nos encontramos pela primeira
vez?” O homem lembrou-se da primeira vez em que se encontraram.
Lembrou que não havia dado muita importância para as palavras do
rei, pois, na ocasião, estava ocupado recepcionando seus amigos em
sua casa. Todos viam o rei como um homem estranho e distante. Por
isso, o evitavam. Mas ele, de fato, sempre fora um rei, e isso eles
não podiam negar.

Continuou, pois, o rei: “não lembra que sempre busquei amigos,
assim como você buscou? Não lembra que eu sempre batia na porta
daqueles com quem eu queria me encontrar? Não lembra que na sua porta
bati tantas vezes, mas você não abriu?” As lágrimas do homem não
cessavam.

“Pois é, meu querido amigo… eu realmente fui humilhado”,
prosseguiu o rei. “Não só lançaram palavras malvadas contra mim,
mas cuspiram no meu rosto; não só deram as costas a mim, como me
esbofetearam a face; não só me desprezaram, mas zombaram de mim aos
gritos. Mesmo eu sendo um rei, nunca me receberam. Mesmo eu tendo
apenas palavras de amor para falar, não me ouviram.” O homem
lembrou-se de como desprezava tudo aquilo que o rei falava. Sempre
achou que ele só falava de coisas que não faziam sentido. Mas hoje
aquelas palavras pareciam tão excelentes…

“Além disso, certa vez fui condenado por crimes que não cometi.
Acusaram-me sem eu ter feito nada. Chamaram-me de maldito, mas nunca
fui mau. Contudo, me calei e recebi toda a punição. Sabe por
quê?” Aquela pergunta foi como uma flecha ao coração do homem.
Ele não achou forças para responder.

Todavia o rei prosseguiu: “Porque eu te amo! Eu estava sendo
condenado pelos erros que você cometeu. Você esqueceu-se de sua
esposa e de seus filhos, os feriu, os magoou. Você buscou mais a fama
e os méritos que seus amigos lhe davam do que qualquer outra coisa.
Na verdade, você sempre amou mais a fama do que os seus próprios
amigos. Além disso, você esqueceu-se daquele que sempre te buscou.
Esqueceu do único amigo que sempre foi fiel a ti. Esqueceu do amigo
que sofreu a condenação para que você não fosse condenado!”

O homem se prostrou com o rosto em terra, chorando com muito mais
intensidade do que antes. Tentou falar algo, mas o rei o interrompeu,
dizendo: “Não chores mais, meu grande amigo. Eu lhe digo: não
chores mais. Eu venci tudo por ti. Toda tua culpa levei quando fui
condenado. Toda tua dor levei quando fui ferido. Toda as tuas feridas
sarei quando fui pisado.”

De súbito, o homem conseguiu levantar-se sobre seus joelhos e gritar:
“eu não entendo nada disso! O que você está falando?” Então, o
homem diminuiu sua agitação, suspirou, fez uma breve pausa onde o
silêncio reinou e, por fim, indagou: “afinal, quem é você?”

O olhar do homem mais uma vez se encontrou com o olhar do rei. Os
olhos do rei, ao mesmo tempo em que eram ternos e gentis, também eram
cheios de vida e autoridade. Foi, de fato, um olhar que penetrou no
coração do homem e dividiu, naquele momento, a sua história. O rei
sorriu e disse:

“Eu Sou o que Sou. Eu Sou JESUS.”

O homem estremeceu e chorou. Chorou até que não houvesse mais
forças para ele chorar. Mas desta vez eram lágrimas muito diferentes
de todas que já havia derramado. Ele sentia-se muito bem ao chorar,
pois sabia que, naquele momento, seus erros, seus pecados, suas
culpas, seus medos, suas feridas, suas enfermidades… tudo havia sido
sarado. Ele entendeu que, quando aquele Rei havia sido condenado, eram
os seus crimes que estavam sendo pagos. Hoje, o que ele precisava
fazer para pagar seus pecados era apenas crer que aquele Rei já os
havia pago.

“Meu amigo, meu filho”, continuou o Rei Jesus, “minha
condenação foi a morte, e morte de cruz. Mas não se preocupe, eu
venci a morte, pois ressuscitei ao terceiro dia. Hoje, eis que tu
foste lavado. Teus pecados mais obscuros, hoje se tornaram mais
brancos que a neve, porque o sangue que derramei na cruz te lavou.
Vai, volta, e não peques mais. E, quando eu bater novamente em tua
porta, não te demores em abrir. Vai, e seja simplesmente amigo…
simplesmente meu amigo.”

História original: Pr. Rogério de Mello.
Texto: Pr. Wheeller Corrêa

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